28 janeiro 2009
Inscrição do III Congresso Internacional de Odontologia do Ceará
para maiores informações acesse o site do congresso:
Site:III Congresso Internacional de Odontologia do Ceará
Já aqueles que são socios à ABO-RN podem acessar o linque abaixo:
Inscrição
26 janeiro 2009
Greve dos alunos de odontologia
Foi decidido haver uma reunião nessa segunda-feira dia 26 de janeiro de 2009, para ver a posição da Reitoria da Universidade. A Assembléia em primeira chamada para as 8 horas onde deve está presente 50% dos alunos mais um, em segunda chamada às 8 horas e meia com 25% e em terceira chamada as 9 horas com qualquer número de associados.
Projeto de pesquisa aprovado pelo CNPq
A Coordenação do site parabeniza todos os professores pela iniciativa. A dedicação de vocês aliado com a vontade de crescimento intelectual dos alunos é que fará desse curso um dos destaques brasileiros.
Greve mais uma vez!
Os alunos aguardam reposta da reitoria.
17 julho 2008
Muito Importante
XV ENCONTRO DE PESQUISA E EXTENSÃO DA UERN – XV ENCOPE
No período de
As inscrições para o ENCOPE estarão sendo realizadas no período de 17 de julho a 03 de agosto do ano corrente, os interessados deverão preenche um formulário eletrônico, que está disponível on-line através de um link no portal da UERN. Os alunos interessados em apresentar trabalhos poderão fazer a submissão de até três resumos na modalidade de apresentador, não havendo limite para trabalhos na modalidade de co-autor.
Os trabalhos deverão ser submetidos através de resumos, enviados pelo formulário eletrônico que está disponível no portal da UERN. O resumo deverá conter no máximo 500 palavras não contando o título, os nomes dos autores e orientadores e nem as palavras-chaves. Deverá conter titulo, nomes dos autores e orientadores, palavras-chaves, e em parágrafo único e contando para o limite de 500 palavras uma introdução (já contendo o objetivo e sua relevância), metodologia, resultados e conclusões. O nome do primeiro autor será o que irá apresentar o trabalho que poderá ser no forma de comunicação oral ou painel, podendo ter até 6 autores, já incluindo o nome do orientador, que para alunos de graduação é obrigatório.
Os trabalhos enviados na modalidade de comunicação oral disponibilizar de 10 minutos para apresentação e subsequentemente 5 minutos para efetuais perguntas dos presentes. Cada GT terá o limite de 8 trabalhos por seção, caso o número de trabalhos enviados nessa modalidade exceda esse número, serão automaticamente transferido para a modalidade de painel. Os alunos terão a sua disposição um retro-projetor para a apresentação, sendo qualquer outro equipamento de sua inteira responsabilidade.
Já os trabalhos em forma de painel deverão conter as mesmas partes, tendo que ser confeccionados no tamanho 90x100cm.
Os alunos que quiserem receber material ou que irão apresentar trabalhos deverão pagar uma taxa de R$
Estará acontecendo simultaneamente ao X SIMPÓSIO DE PESQUISA E EXTENSÃO, o IV SALÃO PIBIC onde serão apresentados os relatórios finais das pesquisas realizadas pelos bolsistas PIBIC/UERN e PIBIC/CNPq 2007/2008.
A programação para o XV ENCOPE é a seguinte: dia 03 de setembro será a ABERTURA no Teatro Lauro Monte Filho - Mossoró/RN às 19 horas, com uma conferência (a confirmar), de
Campus UERN Seridó Conquista Bolsa de Pesquisa
Os dois projetos foram contemplados com bolsas remuneradas, sendo a primeira financiada pela UERN, na qualidade de PIBIC/UERN. A segunda será financiada pelo CNPq, na qualidade de PIBIC/CNPq. O PIBIC é o Programa Institucional de Bolas de Iniciação Cientifica, onde a UERN esse ano de 2008 com 45 bolsas PIBIC/CNPq, 30 bolsas PIBIC/UERN e 24 Programas de Iniciação Cientifica Voluntária.
Crédito: Thiago Fernandes (Aluno 4º período)
Odontologia no Campus UERN do Seridó
O curso de odontologia da UERN, que funciona no Campus do Seridó, mais precisamente na cidade de Caicó/RN, vem desde o seu inicio mostrando um belíssimodesenvolvimento quanto à participação em eventos científicos e a produção de trabalhos e a realização de pesquisas e extensões.
A maior conquista do Curso de Odontologia foi a participação no 19º Congresso Pernambucano de Odontologia, congresso esse a nível Internacional. Todos os trabalhos obtiveram destaque e elogios dos demais participantes do evento, e o Fórum Clínico Acadêmico intitulado “O AUTO-EXAME DA BOCA E O PAPEL DO CIRURGIÃO DENTISTA NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DO CÂNCER ORAL”, de autoria do aluno ALEXANDRE POLICARPO DA SILVA, sendo orientado pela PROFª DRª ERICKA JANINE DANTAS DA SILVEIRA e tendo com co-autores os alunos ANA CLARA SOARES PAIVA, THIAGO FERNANDO DE ARAÚJO SILVA, RONILSON BATISTA DE SOUZA E EDUARDO JOSÉ GUERRA SEABRA, foi premiado na sua modalidade obtendo a pontuação máxima, conseguindo assim o 1º lugar. É importante ressaltar que todos os resumos dos 17 trabalhos apresentados foram publicados no Suplemento 1 da Revista da Associação Brasileira de Odontologia, volume XV, nº 6, de Janeiro de 2008, sendo considerada hoje uma das mais importante publicação cientifica odontológica no Brasil.
Mas nossas vitórias e conquistas não se limitem a apenas essa participação, tivemos muitas outras, e continuaremos a leva o nome do Curso de Odontologia/UERN para diversos outros eventos científicos, mostrando que não deixamos a dever em nada em relação a outras Instituições de Ensino Superior. Veja um pouco de nossa história.
No ano de 2007, pouco tempo após o inicio do 2º período, nós alunos da 1ª turma tivemos o primeiro contato com a vida cientifica, participando do X CONGRESSO DE ODONTOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE – X CORN, realizado em conjunto com o II CONGRESSO INTERNACIONAL DE ODONTOLOGIA DO RN, I CONGRESSO DE ODONTOLOGIA LEGAL DO RN, entre outros eventos, realizado no Centro de Convenções de Natal/RN de
Além de participamos como ouvintes nesse importante evento da odontologia Norte-riograndense, dois dos alunos (NÚBIA PRISCILLYANA A. PAIVA E THIAGO FERNANDO DE ARAÚJO SILVA) participaram como Membros da Comissão Organizadora do Evento, uma vitória para o curso de Odontologia da UERN, visto que estávamos apenas iniciando o nosso percurso acadêmico.
Por volta dessa mesma época, os alunos começaram discutir a possibilidade da criação de um site para a divulgação de informações sobre o curso de odontologia e das realizações dos alunos e professores. O site foi elaborado e colocado no ar, funcionando até hoje sobre a total manutenção dos alunos, tendo sempre o apoio dos professores e demais funcionários no que diz respeito a prestação de informações precisas para que seja possível manter os alunos bem informados sobre as atividades realizadas no curso. Com a criação do Centro Acadêmico Odontogênese (órgão de representação dos alunos de odontologia/UERN), sendo primeiro Centro Acadêmico a ser fundado e dado posse a uma Diretoria no Campus do Seridó/RN, o site passou a ser organizado por uma Coordenação (Coordenação de Comunicação Eletrônica) criada para esse objetivo, sendo formado por cinco alunos, dando continuidade ao trabalho e mantendo o site como uma fonte de informação para os alunos do curso.
A participação no X CORN era o que faltava para despertar nos alunos o espírito de pesquisadores e produtores de conhecimento, no mesmo ano, mesmo correndo contra o tempo e em meio a diversas dificuldades de um período apertado, conseguimos com muita luta e força de vontade elaborar e enviar 14 trabalhos para o 14º ENCONTRO DE PESQUISA E EXTENSÃO – 14º ENCOPE da UERN, realizado em outubro de 2007 no Campus Central da UERN na cidade de Mossoró/RN, sendo todos os trabalhos aprovados para apresentação, os mesmos eram relacionados à revisão de literatura de temas de grande importância para a Odontologia como também alguns trabalhos já frutos de projetos de extensões e pesquisas.
Após a nossa belíssima participação no 14º ENCOPE, a nossa vontade de produzir trabalhos científicos foi cada vez aumentando. No inicio de nosso terceiro período ficamos sabendo da preparação para a realização do 19º CONGRESSO PERNAMBUCANO DE ODONTOLOGIA – 19º COPEO, evento esse realizado em conjunto com o CONGRESSO DOS 90 ANOS DA FEDERAÇÃO ODONTOLÓGICA LATINO-AMERICANA e o 4º CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABO NACIONAL, que seria realizado de
Ainda em março desse ano, tivemos a realização da I SEMANA UNIVERSITÁRIA DO CAMPUS DO SERIDÓ, realizado em conjunto com a V JORNADA DO CONSELHO REGIONAL DE ODONTOLOGIA/RN, realizados entre o dia 31 de março a 03 de abril de 2008. Nesse evento a turma de odontologia enviou 7 trabalhos de revisão de literatura, sendo 6 aceitos para apresentação, todos na modalidade de Apresentação Oral. Também houve a participação do Centro Acadêmico na Comissão Organizadora representado pelos alunos THIAGO FERNANDO DE ARAÚJO SILVA, ALEXANDRE POLICARPO DA SILVA E HINDIANE SAIURES ARAÚJO DE MEDEIROS, e 5 Voluntários sendo eles ANA CLARA SOARES PAIVA, JENNIFER SANZYA SILVA DE ARAÚJO, MARCUS VINICIUS DA SILVA, NÚBIA PRISCILLYANA A. PAIVA E LIGIA OLIVEIRA PINTO, que procuraram contribuir ao máximo para o excepcional sucesso do evento. Nesse evento tivemos o trabalho intitulado DOCUMENTAÇÃO ODONTOLÓGICA: ASPECTOS LEGAIS DE INTERESSE PARA O CIRURGIÃO DENTISTA, de autoria da aluna ANA CLARA SOARES PAIVA, orientado pela PROFº MS. ADRIANA GOMES DE AMORIM, tendo como co-autores JENNIFER SANZYA SILVA DE ARAÚJO, RAFAELLA DANTAS ROCHA, THIAGO FERNANDO DE ARAÚJO SILVA E ALEXANDRE POLICARPO DA SILVA, premiado como o melhor trabalho na área de Odontologia.
Além das participações em congressos em outros eventos científicos e de apresentações de trabalhos nos mesmo, temos a realização de diversos projetos de pesquisas e extensões, apoiados tanto pela UERN como pelo CNPq, e tendo muitos outros sendo elaborados, sendo que até julho de 2008 tivemos a realização ou participação de alunos em 3 projetos de extensões apoiados pela PROEX/UERN, uma atividade curricular em comunidade e 1 projeto de pesquisa apoiado pelo PIBIC/CNPq. Já para a partir de agosto de 2008 teremos mais dois projetos de pesquisas a ser realizado, que foram recentemente aprovados na PROPEG. Um é a continuação do estudo já iniciado em Caicó, que trata do levantamento do nível de conhecimento da população e odontólogos do pólo do Seridó, sendo que em primeira ocasião foi realizado apenas em relação a população de Caicó/RN. O segundo trata da verificação da Prevalência de Imunização entre o pessoal da Área Odontológica da Cidade de Caicó/RN.
Isso é só o inicio, estamos aqui não apenas para a obtenção de um diploma de Ensino Superior, queremos levar a população uma melhor qualidade de vida e servir como formadores e produtores de conhecimentos, e dependendo dos alunos e professores do Curso de Odontologia/UERN, seremos referência no que diz respeito à Odontologia.
THIAGO FERNANDO DE ARAÚJO SILVA
Aluno do 4º Período de Odontologia/UERN
Ligamento Periodontal
O periodonto de sustentação é o aparelho de fixação dos dentes e consiste de: ligamento periodontal, cemento e osso alveolar.
1 - Desenvolvimento
O ligamento periodontal forma-se após o início da rizogênese. Seu desenvolvimento se dá a partir das células do folículo ou saco dentário, que inicialmente proliferam resultando num aumento do número de células, que logo aumentam de tamanho e rapidamente assumem uma função fibrinogênica, depositando fibrilas colágenas do ligamento periodontal.
2 - Estrutura
O ligamento periodontal apresenta células, substância extracelular, constituída de fibras e substância fundamental amorfa, vasos sangüíneos, linfáticos e nervos.
Os elementos essenciais do ligamento são os feixes de fibras colágenas que se inserem no cemento e osso alveolar e a substância fundamental amorfa, que compreende macro-moléculas de glicoproteínas, glicolipídeos, glicosaminoglicanas e água (70%).
3 - Células
As células presentes em um tecido conjuntivo: células mesenquimais indiferenciadas, macrófagos, plasmócitos, mastócitos, as células de síntese: fibroblastos, cementoblastos e osteoblastos, mais os osteoclastos e os odontoclastos.
Fibroblasto
Principal célula do ligamento periodontal devido ao alto índice de renovação do mesmo; seus constituintes estão constantemente sendo sintetizados, removidos e substituídos. No ligamento periodontal a remodelação do colágeno é feita pelos fibroblastos, com capacidade de síntese e degradação.
Células Epiteliais
São as remanescentes da bainha epitelial de Hertwig. Elas aparecem no ligamento como cordões entrelaçados ou em pequenos agrupamentos junto a superfície do cemento. São os restos epiteliais de Malassez, que eventualmente podem ser estimuladas induzindo a formação de cistos.
4 - Fibras
A grande maioria das fibrilas colágenas estão arranjadas em feixes definidos e distintos de fibras no ligamento periodontal. Este arranjo é que dá condições às fibras de se adaptarem as contínuas forças nelas aplicadas.
Os vários grupos de feixes de fibras colágenas são denominados de Grupamentos de Black e dividem-se em:
· Grupamentos ou ligamentos alveolares
· Grupamentos ou ligamentos gengivais (periodonto de proteção)
Os grupamentos ou ligamentos alveolares compreendem cinco grupos de feixes principais de fibras colágenas:
1. Grupo da crista alveolar - unido ao cemento logo abaixo da junção amelocementária, dirige-se apicalmente e para fora, para inserir-se na crista alveolar.
2. Grupo horizontal - situado apicalmente ao grupo da crista alveolar, dirige-se em ângulo reto em relação ao longo eixo da raiz, desde o cemento até o osso alveolar.
3. Grupo oblíquo - são os feixes mais numerosos, têm direção oblíqua no sentido cervical do cemento para o osso alveolar.
4. Grupo apical - irradiando-se desde o cemento em torno do ápice da raiz, para o osso.
5. Grupo interradicular - encontrado nos dentes multiradiculares, dirigem-se da crista do septo interradicular para a bifurcação dos dentes multirradiculados.
As extremidades de todos os feixes principais de fibras colágenas do ligamento periodontal estão embutidas no cemento e no osso alveolar. Esta porção embutida de fibras é denominada de Fibras de Sharpey.
No cemento acelular as fibras de Sharpey estão completamente mineralizadas, enquanto que no cemento celular e no osso estão parcialmente mineralizadas na superfície.
Fibras Oxitalânicas
Consideradas como uma variante das fibras elásticas, são encontradas obliquamente entre as paredes dos vasos sangüíneos no ligamento periodontal e cemento. Sua função é desconhecida mas tem sido sugerida que tomam parte no suporte dos vasos sangüíneos do ligamento.
5 - Vasos sangüíneos
O principal suprimento sangüíneo do ligamento vem das artérias dentárias que emitem três ramos:
· ramos no ligamento periodontal, provenientes dos vasos apicais que suprem a polpa dentária.
· ramos dos vasos intra-alveolares que atravessam a parede alveolar e se dirigem para o periodonto.
· ramos das artérias gengivais - estes entram no ligamento periodontal a partir da direção coronária.
Os capilares formam uma rica rede no ligamento e os vasos linfáticos seguem o trajeto dos vasos sangüíneos, proporcionando a drenagem linfática.
6 - Nervos
O suprimento nervoso do ligamento periodontal vem tanto do nervo dentário superior quanto do inferior que com seus ramos formam um rico plexo, onde há terminações nervosas receptoras de dor e também de estímulos proprioceptivos. As terminações proprioceptivas permitem a localização exata do grau e a direção da pressão, pois regulam a inibição da atividade muscular, protegem o dente da sobrecarga repentina.
7 - Funções
O ligamento periodontal tem várias funções como: suporte, sensorial, nutritiva e homeostática.
Suporte - toda a pressão exercida sobre a coroa do dente é transformada pelo ligamento periodontal em tração sobre o osso e cemento.
Sensorial - o ligamento periodontal através do suprimento nervoso fornece um mecanismo proprioceptor muito eficiente, permitindo ao organismo detectar as aplicações das mais delicadas forças aos dentes e deslocamentos muito leves dos mesmos.
Nutritiva - os vasos sangüíneos fornecem material nutritivo as células do ligamento, encarregando-se também da remoção dos catabolitos.
Protetora - o ligamento periodontal limita os movimentos mastigatórios amortecendo os traumas da mastigação.
Homeostática - as células do ligamento tem a capacidade de reabsorver e sintetizar a substância extracelular do tecido conjuntivo do ligamento, do osso alveolar e do cemento.
Processo Alveolar
Processo alveolar é a parte da maxila e da mandíbula que forma e sustenta os alvéolos dos dentes. Não há limite entre o corpo dos maxilares e o processo alveolar.
Os alvéolos somente estão presentes em indivíduos com dentes, pois a condição de sua existência é a presença da raiz dentária.
Do processo alveolar fazem parte: osso alveolar propriamente dito ou lâmina dura ou osso fasciculado e osso de suporte ou sustentação.
Osso alveolar ou lâmina dura é uma camada delgada de osso que circunda a raiz ou raízes do dente e fornece inserção às fibras colágenas do ligamento periodontal.
1 - Estrutura
É constituído por lamelas ósseas paralelas entre si e à superfície radicular. É o único lugar do nosso organismo que apresenta osso primário. Nas radiografias esse osso (primário) aparece radiopaco, por isso é chamado de lâmina dura. Essa radiopacidade é devido a disposição desordenada das fibras colágenas nas lamelas, concentração de cálcio e situação das estruturas no trajeto dos raios X.
Devido a inserção das fibras de Sharpey no osso alveolar, ele recebe também o nome de fasciculado.
Histologia da lâmina dura - É um tipo de osso lamelar compacto constituído de: células, matriz mineralizada, fibras de Sharpey, vasos sangüíneos, linfáticos e nervos.
2 - Osteogênese da Lâmina Dura
Os osteoblastos são formados pela citodiferenciação das células mesenquimais do saco dentário. A osteogênese ocorre em duas fases: formação da matriz e mineralização da matriz, como em qualquer tecido ósseo do organismo.
a) Formação da matriz - os osteoblastos elaboram a substância fibrosa e amorfa.
Inicialmente é do tipo pré-colágena, ao sofrer amadurecimento se transforma em colágena. Estas fibras se colocam paralelamente ao longo eixo da raiz, portanto perpendiculares as fibras de Sharpey.
A substância fundamental cimenta as fibras entre si, enquanto que os osteócitos ficam englobados pela matriz, unidos uns aos outros pelos prolongamentos celulares.
b) Mineralização da matriz - os osteoblastos elaboram a fosfatase alcalina. Os sais minerais depositados sobre a matriz transformam o tecido osteóide em osso.
3 - Osso de Suporte ou de Sustentação
É o osso que circunda o osso alveolar ou lâmina dura. É constituído de uma compacta óssea na superfície externa e na região intermediária, entre a lâmina dura e a compacta óssea externa, o osso é haversiano e esponjoso. Os espaços localizados entre os vários sistemas haversianos são preenchidos por medula óssea. Apenas na cortical do osso de suporte o processo alveolar está revestido por periósteo.
Crista alveolar - é a junção entre a cortical do osso de suporte e osso alveolar.
4 - Considerações Clínicas
O osso, um dos tecidos mais duros do nosso organismo, é biologicamente um tecido altamente plástico. É esta plasticidade biológica que permite ao ortodontista mover os dentes sem romper os ligamentos periodontais e suas relações com o osso alveolar. O osso é reabsorvido no lado da pressão e neoformado no lado da tensão.
O osso alveolar é geralmente bem preservado porque recebe sempre estímulos provenientes da tensão dos tecidos periodontais.
Cemento
1 – Introdução
O Periodonto de Sustentação ou de Inserção é o aparelho de fixação dos dentes, compreende três tecidos conjuntivos - dois mineralizados e um fibroso: osso alveolar propriamente dito, cemento e ligamento periodontal. A formação do periodonto de sustentação coincide com a rizogênese. O cemento recobre a dentina radicular, e modifica sua espessura dependendo da localização: próximo a junção esmalte-cemento é mais delgado (20 a 50um) e torna-se mais espesso a medida que se aproxima do ápice da raiz (150 a 200 um). O cemento representa um tecido conjuntivo mineralizado, avascular, que tem como principal função a inserção de fibras do ligamento periodontal a raiz do dente. Trata-se de um tecido muito semelhante ao osso, porém não possui a capacidade de remodelação, no entanto geralmente é mais resistente a reabsorção.
2 – Células
São os cementoblastos e os cementócitos, os cementoblastos formam o cemento e são encontrados revestindo a superfícies da raiz interpostos entre os feixes do ligamento periodontal. Freqüentemente são considerados como integrantes da população de células do ligamento periodontal. Os cementoblastos são grandes, arredondados, citoplasma basófilo indicativo de extenso retículo endoplasmático granular. Enquanto o cemento acelular está sendo formado, os cementoblastos recuam deixando para traz a matriz do cemento. Quando o cemento celular está sendo formado os cementoblastos ficam aprisionados em lacunas dentro da própria matriz e passam a se chamar cementócitos. Como o cemento é avascular os cementócitos dependem da difusão dos nutrientes através do ligamento periodontal e como consequência a maioria dos prolongamentos citoplasmáticos da célula está voltada para o ligamento.
3 – Composição Química
Material orgânico e água - 50 a 55% : representado por fibras colágenas intrínsecas e proteínas conjugadas a polissacarídeos (substância amorfa) e pelas fibras colágenas extrínsecas.
O colágeno do cemento assemelha-se com aqueles da dentina e do osso.
· Material inorgânico - 45 a 50% : a porção inorgânica consiste principalmente pelos sais de carbonato e fosfato de cálcio, depositados na forma de cristais de hidroxiapatita. Numerosos outros elementos químicos são encontrados no cemento, sendo o tecido mineralizado que apresenta o maior conteúdo em fluoretos.
4 – Cementogênese
O cemento é depositado em toda a superfície da dentina radicular. Uma vez formada a dentina radicular, a bainha epitelial de Hertwig se fragmenta e permite as células mesenquimais do folículo ou saco dental passarem por entre as células da bainha radicular vindo a se colocar em aposição a superfície dentinária radicular recentemente formada. As células mesenquimais agora chamadas cementoblastos, rapidamente aumentam de tamanho e desenvolvem organelas citoplasmáticas especializadas na síntese e secreção de proteínas. Uma vez diferenciadas elas iniciam a deposição de matriz orgânica do cemento que consiste de fibras colágenas intrínsecas e proteínas conjugadas a polissacarídeos, contra a superfície dentinária radicular e ao redor dos feixes de fibras colágenas do ligamento em formação (fibras extrínsecas ou fibras de Sharpey). A mineralização ocorre as custas dos vasos sangüíneos que levam íons de cálcio e fosfatos que se depositam na matriz de cemento sob a forma de cristais de hidroxiapatita. Esta matriz orgânica ou cementóide é depositada ritmicamente em lamelas sucessivas, sempre seguidas pela mineralização. Se o cementoblasto se retrai em direção ao ligamento, teremos formado o cemento acelular.
Cemento acelular - não contém células no seu interior. Aparece com maior incidência no terço médio e cervical da raiz.
Se por outro lado, o cementoblasto não se move e torna-se aprisionado na matriz, teremos o cemento celular formado. A presença do cemento celular é mais comum no terço apical. Neste terço, o cemento é mais espesso e contém cementócitos no seu interior.
Obs: Se o cementócito não apresentar função, ele vem a morrer, formando assim, lacunas por dentro do cemento.
A deposição do cemento é contínua e sua espessura na superfície radicular aumente com a idade.
Os desgastes do esmalte são compensados pela formação constante, porém intermitente do cemento radicular. É a erupção passiva do dente.
5 – Funções do Cemento
a) A função primordial do cemento é fornecer um meio de inserção das fibras colágenas que unem o dente ao osso alveolar. As fibras colágenas do ligamento periodontal passam entre os cementoblastos e penetram ao interior do cemento. Essas fibras do ligamento periodontal que estão incluídas no cemento, servem para fixar o dente ao osso alveolar circundante. Suas porções incluídas são conhecidas como fibras de Sharpey.
b) Compensar o desgaste oclusal através do seu crescimento contínuo que ocorre no terço apical (erupção passiva).
c) Capacitar através do seu crescimento contínuo, fenômeno tais como: erupção, mesialização fisiológica e movimentos ortodônticos.
d) Possibilita o contínuo rearranjo das fibras do ligamento. Em condições normais o cemento não se reabsorve. Devido a contínua formação do cemento, as novas fibras do ligamento unem-se ao cemento recém-formado e as fibras de Sharpey antigas são continuamente reabsorvidas.
e) Função de reparação: o cemento serve como maior tecido reparador para as superfícies das raízes. Danos aos dentes, como o caso de fraturas ou reabsorções que envolvem tanto cemento como dentina, podem ser reparadas pela aposição de novas camadas de cemento.
6 – Hipercementose
É um espessamento anormal do cemento em dentes funcionais podendo ser difusa ou circunscrita, pode também afetar um dente ou parte dele.
6.1 Hipertrofia- É um crescimento excessivo, visando melhorar as qualidades funcionais do cemento. Esta condição é freqüentemente encontrada nos dentes expostos a grandes pressões, proporcionando uma maior superfície de ancoragem as fibras de inserção. A hipertrofia é encontrada com freqüência no terço apical.
6.2 Hiperplasia - Caracteriza-se também por um crescimento excessivo do cemento ocorrendo em dentes não funcionais. Essa hiperplasia é caracterizada por uma redução em número das fibras de Sharpey.
6.3 Anquilose - Ocorre devido a um crescimento excessivo do cemento, culminando com a união do mesmo ao osso alveolar. A anquilose pode provocar fraturas maxilares ou mandibulares, pois os dentes não realizam sua movimentação no alvéolo (Gonfose). A intervenção clínico cirúrgica é a própria extração do dente.
7 – Relação esmalte - cemento
A relação entre o cemento e o esmalte na região cervical é variável.
a) Em 30% dos casos o cemento encontra-se com a extremidade cervical do esmalte numa linha aguda.
b) Em 60% o cemento recobre a extremidade cervical do esmalte.
c) Em 10% não existe a junção esmalte-cemento e uma zona de dentina radicular encontra-se exposta.
Ocorrendo exposição da dentina, esta precisa ser tratada pelo dentista, devido a dor causada por estímulos dos canalículos dentinários, que devem ser mineralizados (parte inicial do canalículo).
d) Muito raramente o esmalte pode sobrepor-se ao cemento.
8 – Junção cemento - dentina
A união do cemento a dentina é bastante firme embora a natureza desta união não seja completamente conhecida.
9 – Limite CDC (cemento dentina canal)
O canal radicular termina no forame apical onde a polpa e o ligamento periodontal se comunicam, e onde os nervos e vasos principais penetram e deixam o dente. Temos então que o canal radicular apresenta uma divisão biológica, sendo que um contém o tecido pulpar propriamente dito e um canal que contém o tecido conjuntivo periodontal. O tecido conjuntivo pulpar preenche o espaço do canal radicular revestido pela dentina circumpulpar e o tecido conjuntivo periodontal é aquele contido pelo canal cementário. O ponto de união entre estes dois canais é o chamado limite CDC.
10 – Considerações Clínicas
O cemento é mais resistente as reabsorções que o osso. Esta característica é importante principalmente na clínica de ortodontia, no qual pretende-se movimentar o dente e isto é possível porque o osso no local submetido à pressão sofre reabsorção, e onde há tensão ocorre neoformação óssea, ao passo que o cemento se altera muito pouco. Essa diferença pode ser explicada porque o osso é ricamente vascularizado, enquanto o cemento é um tecido avascular.